O secretário dos Assuntos Sociais da Madeira afirmou hoje que é preocupante a situação dos incêndios na ilha, considerando, contudo, que os meios existentes têm dado "uma resposta satisfatória" no combate ao fogo.
Em declarações à agência Lusa, Francisco Jardim Ramos, que tutela a área da Protecção Civil, falou da "muita preocupação" pelos prejuízos causados pelos vários focos de incêndio em mato e floresta registados desde 13 de Agosto.
"O clima está muito quente e seco e, apesar dos apelos para que não façam fogo nas zonas florestais, continuam a aparecer focos nessas áreas o que traz grande prejuízo pela perda do património e sofrimento humano", sublinhou.
Jardim Ramos sustentou que "até ao momento" não foi necessário recorrer a meios aéreos, pois ao ser avaliada a relação "custo/benefício", esta não constitui uma "mais-valia".
"A Madeira é um território exíguo, muito marcado pela orografia, com montanhas e vales muito apertados, com correntes de ar muito frequentes, que mudam de sentido muito facilmente, além da ilha não ter albufeiras onde os meios aéreos se possam abastecer de água doce", argumentou.
Para os responsáveis regionais, "os custos/benefício de ter meios aéreos numa região como a Madeira são elevados, pelo que foi considerado não ser uma mais-valia a sua utilização", sublinhou.
O governante adiantou que "os meios no terreno até agora têm dado uma resposta satisfatória", ressalvando que "se houver necessidade de actuar e pedir apoio a outros serviços de Protecção Civil do continente, Açores e Canárias a Madeira não hesitará em pedir", salientou.
"Até agora não o fizemos, não por uma questão de vaidade, mas porque não tem sido necessário, se considerarmos ser não hesitaremos em pedir apoio",
concluiu.
De acordo com os dados no site do Serviço Regional de Protecção Civil, existem hoje nove focos de incêndio em mato e floresta em diversos concelhos na ilha da Madeira. Diferentes corporações actuam nos sítios da Santa, (Porto Moniz), Chote (Câmara de Lobos), Ribeiro Frio e Achadas do Teixeira (Santana), Largo da Achada (Camacha), Fajã da Ovelha (Calheta), Estanquinhos (Ribeira Brava) e Curral Velho (Monte-Funchal).
Menciona que no combate a estes fogos estão envolvidos mais de 60 bombeiros e três dezenas de viaturas.
Bem hajam os portosantenses pela dignidade...


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