Holanda representa 69% do investimento directo de Portugal no estrangeiro em 2011

07/01/2012 15:39
Lusa
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Quase 70% do investimento directo de Portugal no exterior entre Janeiro e Outubro de 2011, um valor equivalente a 6.587 milhões de euros, foi para a Holanda, indicam dados oficiais.

De acordo com números do Banco de Portugal disponibilizados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP), 69,3% do investimento directo de empresas portuguesas no exterior (IDPE) destinou-se à Holanda.

Os dados publicados pelo AICEP referem-se apenas aos primeiros dez meses do ano passado. Os números não incluem a operação de transferência de 56% do capital da Jerónimo Martins pelo seu principal accionista para uma filial na Holanda.

Os números do AICEP mostram ainda que o IDPE aumentou substancialmente de 2010 para 2011: de Janeiro a Outubro do ano passado, o investimento total no exterior ascendeu a 9.505 milhões de euros, mais que os 6.866 milhões do total de 2010.

Este crescimento deve-se totalmente ao aumento no IDPE para a Holanda, que aumentou quase 800% de 2010 para os primeiros 10 meses de 2011.

O volume de investimentos na Holanda para 2011 eclipsa o de tradicionais parceiros comerciais e destinos de investimento de Portugal como a Espanha (10,5% do total), o Brasil (4,8%) ou Angola (2%).

No entanto, estes valores não são inéditos. Na última década, e ainda segundo números do Banco de Portugal disponibilizados pelo AICEP, houve vários anos em que o IDPE representou entre um quarto e metade do total do investimento português no exterior. Entre 1999 e 2009, a Holanda foi sempre o maior ou o segundo maior destino do IDPE.

Segundo o jornal Público, a maioria das empresas cotadas no principal índice da bolsa portuguesa (PSI20) tem filiais na Holanda. De acordo com o mesmo jornal, a Jerónimo Martins detém a cadeia de supermercados polaca Biedronka através de uma "holding" com sede em Roterdão.

A Holanda é um dos países mais atraentes da Europa para o planeamento fiscal de empresas multinacionais. Tem uma taxa de IRC relativamente baixa (25,5%) em comparação com os seus vizinhos e as empresas lá sediadas podem receber mais valias e dividendos de subsidiárias sem pagar impostos.

Segundo um relatório dos escritórios holandeses da consultora Deloitte, a Holanda tem uma das mais vastas redes de acordos fiscais bilaterais do mundo, limitando muito a possibilidade da dupla tributação para empresas com operações em vários países.

Além disso, acrescenta o relatório, as autoridades fiscais holandesas têm uma "atitude aberta". Isto significa que o fisco holandês está disponível para "discutir previamente condições fiscais" com empresas, discussões que podem ser formalizadas em acordos expressos, o que fornece "um máximo de certeza" às empresas.

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Comentários

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...bem o 1º ministro aconselhou a emigrar...tudo bem...seguindo o seu conselho, a 1ª a emigrar foi a "fiscalidade"...

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Estamos já a ver os Zé da Esquina e seus colegas e defensores do CINM apontar o dedo àqueles que lutam por uma maior justiça fiscal, uma maior lealdade entre parceiros económicos, enfim aos que lutam pela moral no mundo dos negócios, contra o branqueamento do dinheiro sujo proveniente de homens políticos, de ditadores corruptos, da droga e do crime. A indignação é válida tanto para a Madeira como para a Holanda ou qualquer outro paraíso fiscal. Mas se querem uma explicação à saída dessas empresas da nossa zona franca para outras paragens façam a comparação entre profissionalismo dos nossos "especialistas" e o das outras zonas. Pelo mesmo preço... Eis a razão da debandada.

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E para vermos como funciona um pais que sempre foi campeao no comercio...Portugal expulsou os judeus ha seculos atras e a holanda recebeu-os de bracos abertos. Sao essesjudeus que controlam muito do comercio internacional. Alem disso esta preparado com bairros vermelhos especialmente concebidos para dar as boas vindas aos marinheiros. Alem disso nao se houvem falar em greves e a lei e cumprida por todos. A corrupcao nao e protegida por lei nem por juizes da treta nem constituicoes comunas. Quem e comerciante ou empreendedor nao e motivo de perseguicao pelas autoridades. Em Portugal a burocracia, as demoras, a maldade de muitos sectores da funcao publica bloqueiam com a papelada e com o entusiasmo dos mais afoitos que se veem obrigados a sair para outros paises. Os dependentes do Estado Providencia que temos esgotou os recursos do Pais e recusa ceder as suas mordomias mesmo que ponha em perigo o futuro de toda a Nacao. Bom Ano.

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Parabéns Sr. Franco,
Os empreendedores são vistos como escravos ao serviço da corja política. É só cobrar até matar. Quando um desses empreendedores já não consegue aguentar mais nunca mais tem vida condigna, nem sequer um subsídio de desemprego mesmo tendo sido dos que mais impostos paga.
Ainda bem que fogem de Portugal, só assim percebem.

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