Holanda tem 20 mil "empresas-caixa de correio"

07/01/2012 12:46
Lusa
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A Holanda transformou-se num dos países mais atraentes da Europa para o planeamento fiscal de empresas multinacionais e tem mais de 20.000 "empresas-caixa de correio" registadas no seu território, segundo uma organização não governamental holandesa.

Num relatório de 2010, a SOMO (sigla em holandês de Centro para a Investigação em Empresas Multinacionais) estima a existência desse número de "empresas-caixa de correio" - ou seja, sociedades "sem uma presença comercial substancial".

A venda de 56% do capital da Jerónimo Martins pelo seu principal accionista a uma filial holandesa, anunciada esta semana, trouxe ao debate público a questão das empresas portuguesas que se transferem para a Holanda.

No entanto, o fenómeno não é só português. Há vários anos que milhares de empresas de todo o mundo abrem filiais ou subsidiárias na Holanda, normalmente por razões ligadas ao planeamento fiscal.

Segundo os dados da SOMO, 43% das "empresas-caixa de correio" cujo proprietário é publicamente conhecido são propriedade de sociedades em paraísos fiscais "como as Antilhas Holandesas, as Ilhas Virgens Britânicas ou as Ilhas Caimão".

Entre as empresas internacionais que têm subsidiárias ou veículos financeiros com propósitos fiscais na Holanda estão nomes tão conhecidos como Nike, Coca-Cola, Ikea, Gucci, Sun ou Google.

No final de 2010, o jornal inglês 'The Guardian' publicou uma série de artigos revelando como várias multinacionais britânicas - entre as quais a GSK (farmacêutica), a Lloyds (banca) ou a Vodafone (telecomunicações) - recorreram a operações financeiras com subsidiárias na Irlanda ou na Holanda para reduzir a sua carga fiscal.

Porque é que as empresas multinacionais têm tanto interesse em abrir "sociedades de responsabilidade limitada" na Holanda (conhecidas pela sigla BV)? A Holanda tem uma taxa de IRC relativamente baixa (25,5%) em comparação com alguns dos seus vizinhos. Para além disso, as empresas BV podem receber mais valias e dividendos de subsidiárias sem pagar impostos.

Segundo um relatório dos escritórios holandeses da consultora Deloitte, a Holanda tem uma das mais vastas redes de acordos fiscais bilaterais do mundo, limitando muito a possibilidade da dupla tributação para empresas com operações em vários países.

Além disso, acrescenta o relatório, as autoridades fiscais holandesas têm uma "atitude aberta". Isto significa que o fisco holandês está disponível para "discutir previamente condições fiscais" com as empresas, discussões que podem ser formalizadas em acordos expressos, o que fornece "um máximo de certeza" às empresas.

A Lusa contactou a Câmara de Comércio Portugal-Holanda (CCPH) para obter esclarecimentos sobre as vantagens do sistema fiscal holandês para empresas estrangeiras, mas os representantes da CCPH preferiram não fazer comentários, dado tratar-se de um "tema muito técnico".

Na segunda-feira, a Jerónimo Martins, proprietária da rede de supermercados Pingo Doce, anunciou que a Sociedade Francisco Manuel dos Santos (SFMS) vendeu a totalidade do capital que detinha no grupo à sua subsidiária na Holanda, mantendo os direitos de voto.

José Soares dos Santos, administrador executivo da SFMS, garantiu em declarações à Lusa que esta operação "não tem implicações fiscais" e que "não existe alteração à carga fiscal que incide sobre dividendos, essa é da inteira responsabilidade dos accionistas da sociedade".

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Comentários

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Se não estiverem cá não dão nada se cá estiverem semrpe dão alguma coisa.
Seria muito dificil para um governo de uma nação como Portugal juntar as empresas que fugiram de Portugal e perguntar: Que é que a Holanda vos dá que nós não vos podemos dar ?
De certeza que a Holanda não as tem lá só para ocuparem espaço.

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e a zona franca da madeira quantas tem ? qual o problema?

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Quem não sabe o que comenta e o diz gratuitamente pela boca fora deveria pensar duas vezes para não se arrepender. Há muita probabilidade que a Holanda lhe venha a dar emprego. Comprem uma passagem para a Holanda e visitem por uma semana, observem do ar a quantidade de estufas, percorram o rio Maas em Rotterdam num Spido e vejam a quantidade de empresas com as suas fachadas viradas para o rio naquele que é um dos maiores portos do mundo. O tamanho da Vossa asneira ainda é inferior à potência industrial e comercial que é a Holanda. Quando lá estiverem sintam vergonha de Portugal. O país que esteve desde 1985 a receber apoio para se desenvolver e chegou a esta data está falido. Existem bem poucos países no mundo com tal benesse. Tento na língua, a Holanda tem destas empresas, tem das outras que produzem, tem tudo. é do tamanho do Alentejo mas incomparavelmente maior que Portugal. Lá paga-se impostos mas têm retorno. Lá desconta-se mas na velhice recebe-se. Lá compra-se pagando. Qualquer dia os portugueses não gostam de Finlandeses, Alemães, Holandeses ... só eles serão um exemplar povo. Cresçam e metam os Vossos políticos e a banca manfia na ordem.

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Se acham que a Holanda é um paraíso fiscal, aconselho-vos a emigrar chegar cá e pagarem 42% do vosso salário em impostos, pagar um seguro de saúde obrigatório minimo de 100 euros mensais, pagar impostos municipais obrigatórios por ano no minimo de 300 euros anuais.

Os impostos às empresas cá são 25% um valor justo, e não de paraíso fiscal. Um imposto que mantém as empresas a funcionar e que nos mantêm empregados.

Como disse o artigo, temos cá um sistema que evita dupla tributação, e diálogo aberto e transparente com o Ministério das Finanças que permite acordos com empresas que queiram instalar-se cá.

Sobre o CINM estar ameaçado acho lamentável, pois é uma grande perda para a Madeira desenvolver-se económicamente.

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Os nossos inteligentes governantes deveriam olhar para Europa do norte não só a nivel de leis laborais mas a nivel de governar com sabedoria.
Os nossos governantes não passam de burros metcaptos que pensam quanto mais altos forem os impostos mais recebem quando na realidade a coisa tem funcionado ao contrário recebem sim mas por pouco tempo.
Só isto abaixo é o suficiente
( Temos cá um sistema que evita a dupla tributação )
( Diálogo aberto e transparente com o Ministério das Finanças que permite acordos com empresas queiram instalar-se cá )
Só isto é mais que suficiente para que as maiores fujam e as pequenas não porque não podem.

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Não faz qualquer sentido julgar a Holanda pois aqui na Madeira num escritório com 100 metros quadrados, estavam registadas mais de 2000 empresas…

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Estamos já a ver os Zé da Esquina e seus colegas e defensores do CINM apontar o dedo àqueles que lutam por uma maior justiça fiscal, uma maior lealdade entre parceiros económicos, enfim aos que lutam pela moral no mundo dos negócios, contra o branqueamento do dinheiro sujo proveniente de homens políticos, de ditadores corruptos, da droga e do crime. A indignação é válida tanto para a Madeira como para a Holanda ou qualquer outro paraíso fiscal. Mas se querem uma explicação à saída dessas empresas da nossa zona franca para outras paragens, façam a comparação entre a qualidade e o profissionalismo dos nossos "especialistas" que aí trabalham e o das outras zonas. Pelo mesmo preço... Eis a razão da debandada.

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Abaixo o CINM!
Viva a Holanda e outras demais praças :)
Quem quer trabalhar que vaia para lá, que nós aqui nos contentamos em cavar batatas e cuidar dos bananas que vêm para aqui criticar e destruir o CINM.

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Penso que TODOS os portugueses deveriam BOICOTAR esses bancos e empresas portuguesas que mudaram seu domicilio fiscal para Holanda e outros paraisos fiscais, para NAO pagar impostos mais altos em Portugal!
Esses bancos e empresas GANHAM em Portugal, por isso deveriam aqui pagar seus impostos com as pequenas e medias empresas o fazem, por nao terem alternativa.
BOICOTEM! NAO COMPREM NADA, NADA DESSA GENTE!

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Devemos boicotar é os politicos em quem votamos.

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