Em reacção aos dados do INE, que revelam que o sector da construção é o que mais contribui para o desemprego na economia, com 14% do total nacional, a Assicom defende, hoje em comunicado, que "numa altura em que a produção dos segmentos da habitação e das obras públicas recua de forma significativa, a solução para a crise passa pela reabilitação urbana" e não descarta a possibilidade de se estudar a criação de um banco público regional.
"De acordo com dados recentes, o licenciamento de novos fogos de habitação caiu, em Portugal, 9,4% no primeiro semestre deste ano, valores que aumentam para -30% no Algarve, a região que tem sido mais penalizada pela crise no sector, e para -21% no Alentejo e -8,3% em Lisboa", aponta o comunicado assinado pelo presidente da Assicom, Jaime Ramos, frisando que se atravessa "uma conjuntura marcada pelo facto de os bancos continuarem a cortar na avaliação das casas".
"É neste contexto que não podemos aceitar que a Madeira dependa dos bons e maus momentos da banca, bem como dos seus negócios paralelos", reforça, frisando que "são conhecidas mais de 20 empresas de construção civil que querem empenhar-se na reconstrução da Madeira, após o temporal de 20 de Fevereiro, que enfrentam obstáculos dos bancos, o que torna necessária e urgente uma intervenção do Estado junto das instituições que se recusem a emprestar capital".
"Se a banca não entrar no circuito económico de acordo com as necessidades e as suas obrigações, é tempo da Região começar a desenvolver a possibilidade de estudar a criação de um banco público regional", defende, vincando que, "se não houver massa monetária em circulação, não haverá crescimento económico nem haverá emprego".
UM dos melhores secretários que serviram...


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