Há 20 a 30 empresas de construção civil empenhadas na reconstrução. Jaime Ramos, pede a intervenção do Estado junto dos bancos que se recusam a emprestar capital
Jaime Ramos defendeu esta manhã que a Região deveria estudar a possibilidade de criar um banco público regional, para que as empresas não estejam dependentes da crise económica e financeira.
"Se a banca que opera não entrar no circuito económico de acordo com as necessidades e as obrigações, eu acho que a Região Autónoma da Madeira devia pensar, repensar e estudar, a criação de um banco público regional”, defendeu Jaime Ramos, falando na qualidade de empresário e presidente da ASSICOM, à margem da conferência de imprensa de apresentação da feira de indústria que acontece em Outubro.
“Senão, estamos sempre dependemos dos maus e bons momentos da banca e a política e a Madeira não podem depender da economia”, argumentou, instado pelos jornalistas sobre as dificuldades por que passam as empresas de construção civil empenhadas no processo de reconstrução da ilha, após o temporal de 20 de Fevereiro.
“Se não houver massa monetária em circulação, não há crescimento económico, não há emprego, para isto não há milagres. Pode vir o melhor investidor do Mundo, o melhor político do Mundo, mas no sistema que está construído desde a 2.ª Guerra diz que se não houver massa monetária em circulação não há hipóteses, não há milagres. Isto é como um padeiro sem farinha”, alude o empresário.
Neste momento há "20 a 30 empresas de construção civil" mobilizadas nas empreitadas de limpeza dos destroços e reconstrução após a aluvião de 20 de Fevereiro. Muitas passam por dificuldades financeiras devido aos atrasos no pagamento, mas ainda nenhuma fez chegar junto da ASSICOM qualquer pedido de intervenção junto da banca ou das Finanças. "Até estamos admirados", confessa Jaime Ramos.
Há dificuldades de tesouraria e a culpa é da banca que se recusa a aprovar os créditos para permitir às empresas encaixar um fundo que sirva de amortecedor à dívida do Governo Regional. "Porque a banca está também numa situação de dificuldade e não está com a celeridade que é fundamental", justifica. Por isso, o presidente da ASSICOM diz mesmo que o Estado "terá de tomar medidas".
" Só a CGD é que está a tomar medidas nesse sentido mas ela sozinha não pode e eu penso que o Estado terá de tomar medidas para que a Banca deixe de fazer os seus negócios paralelos", critica Jaime Ramos.
Tarde nem para a missa, diz o ditado.
http://carlosgoncalvesps.blogspot.com/2012/02/por-minha-culpa-minha-tao-grande.html


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