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Aimar quer continuar a jogar mas admite dificuldades físicas

A entrevista do argentino do Benfica foi reproduzida na revista Champions

09/02/2012 12:40
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Benfica, Pablo Aimar
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O futebolista argentino do Benfica Pablo Aimar, de 32 anos, quer continuar a jogar ao mais alto nível, apesar das dificuldades físicas que admite, porque adora "treinar, o balneário e jogar em equipa".

 

Em entrevista à última edição da revista Champions, reproduzida no sítio oficial da UEFA na Internet, o jogador reconheceu ser "difícil estar sempre no topo da forma", dois dias depois de o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, ter dito que "El mago" quer permanecer no clube da Luz. "Não, não quero parar. Nunca disse que ia abandonar. Eu adoro treinar, o balneário, onde há muitas super estrelas mas que, no fundo, são rapazes normais. No relvado somos parte da equipa. Um grupo de rapazes numa equipa", descreveu.

 

Contudo, Aimar alertou para o facto de o futebol ser "um desporto de contacto que deixa marcas fisicamente". "É difícil estar sempre no topo da forma e tenho tido alturas difíceis, mas terei sempre sonhos, alguns por realizar", afirmou, preferindo manter-se focado nas "coisas que resultaram bem".

 

Os recentes elogios por parte de figuras como o treinador escocês do Manchester United, Alex Ferguson, ou do seu compatriota e melhor jogador do Mundo, Lionel Messi (FC Barcelona), deixaram-no "orgulhoso". "A falsa modéstia é pior que a arrogância. Já fui comparado a grandes nomes. Não é algo a que tenha aspirado ou estivesse à espera, mas é muito reconfortante", continuou, destacando que "elogios e críticas não devem merecer demasiada importância".

 

O campeão do Mundo sub-20 em 1997, e um dos três recentes nomeados para o prémio Cosme Damião de melhor jogador do ano no Benfica, comparou ainda os estilos de jogo europeu e sul-americano. "Pode parecer parvo, mas a relva aparada, ligeiramente húmida, faz com que seja muito mais rápido. Há mais precisão, mais velocidade, mais 'dois para um'. No início, foi difícil. Há muitas fintas cá e mais rápidas. Há muita técnica, se calhar menos bola no chão, mas é muito agradável de jogar e de ver", concluiu.

 

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