Pelo menos 73 pessoas morreram e centenas ficaram feridas na sequência de confrontos registados hoje em Port Said, no Egito, no final de futebol entre o Al-Ahly, treinado pelo português Manuel José, e o Al-Masry.
De acordo com o secretário-geral do Ministério da Saúde egípcio, Hisham Shiha, havia, pelo menos, 25 cadáveres no hospital da cidade, depois de uma invasão de campo que acabou em cenas de violência entre os adeptos das duas equipas.
No entanto, segundo um médico citado pela AP, o número de vítimas é superior, fixando-se nos 73 mortos.
Os confrontos começaram mal o árbitro deu por terminado o jogo em que o Al-Masry impôs a primeira derrota da temporada ao Al-Ahly.
Manuel José quer voltar
O treinador português admitiu à SICNotícias que foi agredido, mas garantiu que está bem:
«Bem estou, quando o jogo terminou, não consegui voltar ao balneário por causa da confusão toda que aquilo deu. Levei pontapés, murros, meteram-me numa sala e nunca mais consegui voltar à cabina. Trouxeram-me para um quartel, estou à espera que eles [jogadores] venham. Os nossos adeptos chegaram a entrar para a nossa cabina. Já morreram cerca de 36 pessoas [aúltima actualização falava em mais de 70]. Entretanto atearam fogo. Da nossa equipa estão todos bens. Eu é que não consegui voltar para a cabina. A culpa é dos soldados, havia dezenas deles e polícias também. Desapareceram todos, está o caos completo.»
«Agora vou ter de repensar a minha vida. Não há condições. Se fui ferido? Eu quis voltar para a cabina, levei socos pelas costas. Como começou? Confrontos entre adeptos.»
UM dos melhores secretários que serviram...


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