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Manuel Guiomar é suspeito numa rede de subornos.
foto paulo novais/lusa
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Quadro da Refer suspenso devido ao caso 'Face Oculta'
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Manuel Guiomar é indiciado pela prática de vários crimes de corrupção
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Data: 06-11-2009 Comentários: 0
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O Juízo de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga, em Aveiro, determinou ontem a suspensão de funções na empresa pública Refer (Rede Ferroviária Nacional) do arguido do processo 'Face Oculta' Manuel Guiomar.
Entre as medidas de coacção decididas pelo juiz de instrução António Costa Gomes conta-se, também, a proibição de contactos deste quadro da Refer com outros arguidos do processo, ainda que por interposta pessoa. O arguido foi ainda proibido de efectuar deslocações ao estrangeiro, sem autorização prévia da autoridade judicial. O juiz de instrução António Costa Gomes considerou Manuel Guiomar indiciado pela prática de um crime de corrupção passiva para acto ilícito e dois crimes de corrupção activa.
Este quadro esteve nas instalações do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro e do Juízo de Instrução Criminal durante seis horas e optou por não se pronunciar sobre os factos de que é suspeito.
Os investigadores do caso consideraram que Manuel João Espadinha Guiomar fazia parte de uma alegada rede "tentacular" criada pelo empresário Manuel José Godinho, também arguido e que está em prisão preventiva no âmbito do processo 'Face Oculta'. Tal rede destinar-se-ia a obter acesso a informação privilegiada das empresas com as quais Godinho trabalhava, garantir que era o principal candidato à adjudicação de contratos de prestação de serviços ou garantir que a consulta pública fosse feita apenas a firmas que controlava. A audição de outro quadro da Refer arguido neste processo - José Domingues Lopes Valentim - foi agendada para segunda-feira.
Também ontem ficou a saber-se que o administrador da EDP Imobiliária Domingos Paiva Nunes, constituído arguido, pediu a suspensão de funções de representação da empresa. Por outro lado, Armando Vara, arguido no processo, esteve ontem presente no Banco de Portugal, no mesmo dia que a imprensa dava como certa uma audição do vice-presidente do Millennium BCP pelo banco central no âmbito de um inquérito que poderá levar ao eventual cancelamento do seu registo como administrador bancário.
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