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Os casais e as pessoas singulares candidatas à adopção continuam a preferir crianças mais jovens, com idade até aos seis anos.
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Duas dezenas de adopções decretadas este ano
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Há ainda outras 19 crianças e jovens em situação de adoptabilidade, enquanto o número de casais e singulares em lista de espera se cifra nos 97
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Das 24 crianças adoptadas em 2008, a grande maioria tinha idades compreendidas entre os quatro e os seis anos. A menor taxa de adopção registou-se a partir dos dez anos.
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Data: 23-11-2009 Comentários: 2
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Duas dezenas de crianças foram já adoptadas, este ano, na Madeira. Um número que, para já, se situa ligeiramente abaixo do total registado no ano passado (24), embora possa vir a aumentar até final do ano, dado haver um número significativo de outras crianças que aguardam adopção e uma extensa lista de casais e singulares candidatos a recebê-las.
A presidente do Centro de Segurança Social da Madeira (CSSM), Bernardete Vieira, revela a existência de outras "19 crianças em situação de adoptabilidade", embora todas elas tenham idades superiores a seis anos. O que acaba por complicar o processo, uma vez que os casais e singulares que pretendem adoptar optam, regra geral, por crianças com uma idade o mais baixa possível. No ano passado, por exemplo, de acordo com os dados disponibilizados pela Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, a maioria das crianças que foram entregues a famílias no âmbito dos processos de adopção tinham idades compreendidas entre os quatro e os seis anos.
No actual grupo de 19 crianças e jovens em situação de adoptabilidade há ainda casos de irmãos, uma outra realidade que dificulta o processo de adopção. Bernardete Vieira lembra que uma das preocupações fundamentais das entidades que superintendem as adopções é "não separar os irmãos". Actualmente, revela a presidente do CSSM, há um caso concreto de três irmãos à espera de uma família que os adopte: uma criança tem seis anos mas as outras já são mais velhas, o que está a dificultar todo o processo. Além do mais, não é muito fácil encontrar uma família que possa receber três novos membros de uma só vez.
Bernardete Vieira admite que, de uma forma geral, as crianças maiores "são as mais prejudicadas" nos processos de adopção. Muitas vezes, quando as famílias de que são oriundas não têm capacidades para ficar com elas e o tribunal delibera a medida de adopção, acabam por ficar a cargo das instituições oficiais, dado não haver casais disponíveis para as receberem.
No entanto, entre as crianças e jovens que entram no período de pré-adopção - obrigatório em todos os casos - são raras as situações em que a adopção não se concretiza. "De vez em quando, no entanto, acontecem alguns casos desses, em que as crianças acabam por voltar às instituições", admite a responsável do CSSM. Por razões várias, que assentam, sobretudo, em inadaptação de um lado ou do outro.
97 casais e singulares em espera
Na Madeira, actualmente, há 97 casais e pessoas singulares em lista de espera para adopção. Bernardete Vieira refere-se à existência de vários casos de pessoas singulares nessa lista de candidatos, embora com a particularidade de todas elas serem do sexo feminino.
De resto, há registo de várias crianças adoptadas por singulares do sexo feminino. "A Madeira sempre teve uma grande abertura neste aspecto, não fazemos discriminação", recorda Bernardete Vieira, acrescentando que, não obstante se ter em conta que as famílias devem, sempre que possível, ser compostas por um pai e uma mãe, "há, de facto, pessoas singulares que reúnem todas as condições para serem famílias de adopção".
Privilegiar a família biológica
O ano de 2007 continua a ser aquele em que se verificou um maior número de adopções de crianças e jovens na Madeira (37). Foi o culminar de uma tendência crescente registada a partir de 2004 (sete casos registados), que aumentaram para 18 no ano seguinte e atingiram as 34 adopções em 2006. Em 2008, já se sabe, o número caiu para apenas 24 crianças e jovens adoptadas.
A presidente do CSSM diz que essa diminuição não se fica a dever a uma maior exigência na gestão dos processos, apesar de salientar que "há sempre uma exigência muito grande, porque ninguém propõe uma criança para adopção à toa". Bernardete Vieira lembra, no entanto, que antes de se avançar com a proposta de adopção, "são dadas todas as oportunidades à família biológica, no sentido de se reestruturar e poder ficar com a sua criança".
"Só em último recurso é que o tribunal decreta que a criança vá para adopção", vinca aquela responsável da Segurança Social.
Formação para pais em 2010
A partir do primeiro semestre de 2010, o CSSM vai avançar com formação específica para os casais e pessoas singulares candidatos à adopção. Esta medida visa proporcionar uma maior consciencialização por parte dos candidatos em relação ao processo de adopção e às características das crianças em situação de adoptabilidade.
Bernardete Vieira realça a importância desta formação, na medida em que "não é uma situação igual ter um filho biológico e ter uma filho adoptado". São as especificidades próprias da adopção que, vinca a presidente do CSSM, "justificam esta formação".
Numa primeira fase, explica, "será ministrada formação a todos os casais e singulares candidatos". Posteriormente, de forma voluntária, as famílias poderão continuar a ser acompanhadas "até quando acharem que é necessário".
O primeiro passo nesta acção foi dado internamente, através da formação ministrada aos técnicos da área de adopção da Segurança Social. Refira-se que a estratégia delineada pelo CSSM estabelece como meta, até 2011, a formação de pela menos 50 por cento dos candidatos à adopção.
Défice de famílias de acolhimento
Um dos problemas com que se depara o CSSM é a diminuição do número de famílias de acolhimento. Bernardete Vieira diz que esse número ronda actualmente as 30 famílias, situação se espera venha a mudar com a campanha de sensibilização que vai avançar, em consonância com a Segurança Social nacional.
No entanto, mesmo com essa diminuição, neste momento a equipa de acolhimento familiar do CSSM não tem nenhuma situação de criança a aguardar integração.
Actualmente existem na Madeira 73 crianças e jovens integradas em famílias de acolhimento, entre as quais nove cujo processo de integração aconteceu este ano.
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Nélio Gomes
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Comentários
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maria :
Actualizado: 23-11-2009 21:56:46
adopçao: nao entendo a razao de tanta demora na justiça na papelada da merda para adoptar uma criança...estao á espera que aconteça o pior para entao se mexerem?claro porque nao é com o filho deles..(instituiçoes deixam muito a desejar)
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Anónimo :
Actualizado: 23-11-2009 16:40:13
so nesta merda de pais... : "Há ... 19 crianças e jovens em situação de adoptabilidade, enquanto o número de casais e singulares em lista de espera se cifra nos 97" como isto é possibel? - quando a procura é maior que a oferta?! se calhar vao fica em instituiçoes muito fiaveis e crediveis... onde serãp violados por Padres, Senhores de familia insuspeitaveis, funcionarios, colegas mais velhos, etc etc etc...
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