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Carlos Gonçalves realça celeridade imprimida nos processos.
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"Questões técnicas não são juízos de valor"
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Ex-vereador critica insinuações a director de departamento em Câmara de Lobos
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Data: 08-11-2009 Comentários: 0
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O ex-vereador com as Obras Particulares na autarquia de Câmara de Lobos vem a 'terreiro' defender o director de departamento perante as críticas de que este foi alvo por parte do vereador do MPT.
Carlos Gonçalves critica as insinuações lançadas por Isidoro, que exigiu mesmo o afastamento do arquitecto Ricardo Fraga, considerando que este conflito "resulta de uma briga que já tem mais de uma década. É mais um capítulo ou o reacender de uma questão pessoal entre eles", sustenta o agora ex-autarca.
Acerca das denuncias que o agora vereador na oposição da autarquia camara-lobense proferiu ainda antes de ser empossado, Carlos Gonçalves repudia. "Não me parece que seja correcto abordar-se uma questão de licenciamentos de obras particulares e de falar em casos sem concretizar do que é que se está a falar". Contesta por isso que se recorra à insinuação, até porque, esclarece, "na área do licenciamento das obras particulares, cada caso é um caso".
"Não pode deixar de intervir"
Sobre a intervenção do arquitecto Fraga nas decisões relacionadas com as obras, Carlos Gonçalves contraria a resposta então dada pelo presidente Arlindo Gomes, quando este disse que o visado já não tinha nada a ver com as obras particulares. "É evidente que intervém, e não pode deixar de intervir porque é ele [Fraga] o director de departamento e faz parte da sua competência", assegurando que "os processos eram todos debatidos com o gabinete técnico". Realça mesmo que o director de departamento "é o mais graduado e o mais responsável", razão pela qual a sua opinião "sempre foi e é muito válida", observa.
Gonçalves chama a atenção que "quando se debate questões técnicas não são juízos de valor que estão em causa", mas tão-somente aquilo que a lei permite ou não. Daí recusar que haja decisões em função da 'cara'.
Redução do tempo de espera
Acerca do seu mandato, destaca a maior celeridade imprimida. "Quando entrei a resposta aos munícipes demorava cinco a seis meses, o que era muito mau. Conseguiu-se uma grande reviravolta, com o empenho de todos, principalmente dos técnicos, chegando ao fim do mandato e estarmos a responder com uma média de dois meses". Mas as mudanças não se ficaram por aqui. "Quando iniciei o mandato os munícipes queixavam-se muito de ter de esperar dois a três meses para serem atendidos. Durante o meu mandato não esperaram mais do que duas semanas para terem uma audiência", realça. Além disso orgulha-se de ter contribuído para desbloquear "processos que estavam encalhados do anterior mandato", concretizou.
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Orlando Drumond
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