Cães Vadios reunidos em concerto 22 anos depois

A banda tem actuação marcada para quinta-feira no Cave 45, no Porto, espaço que encerra no final do ano

Porto /
27 Dez 2017 / 11:46 H.

A banda portuense Cães Vadios vai voltar aos palcos, 22 anos depois do último concerto, numa actuação marcada para quinta-feira no Cave 45, no Porto, espaço que encerra no final do ano.

O concerto da banda de punk portuense está integrado no ciclo “Rock and Roll Circus”, uma “programação periódica” do Cave 45, explicou à Lusa Óscar Pinho, um dos sócios do espaço portuense que vai fechar depois da passagem de ano e também baixista dos Cães Vadios, cujo último concerto aconteceu em outubro de 1995, nas Noites Ritual.

“Este concerto partiu do desafio de um amigo, que foi aceite. Mas é uma coisa efémera, não temos pretensões de voltar. Vai ser um concerto bastante curto, onde vamos tocar quatro temas”, apontou o baixista do grupo.

No Cave 45, numa noite que contará ainda com Thee Magnets, o grupo vai actuar com Óscar Pinho, no baixo, Guilherme Lucas, guitarrista e único elemento que esteve na banda desde o princípio, Carlos Moura, que também integra os Thee Magnets, na bateria, e David Pontes, na voz.

Os Cães Vadios fizeram “meia dúzia de ensaios”, para que pudessem estar em palco “com alguma qualidade, para não estragar a imagem da banda”, e até “tocar melhor, com mais experiência”.

“Já não tocávamos juntos há 22 anos. A maioria não deixou de tocar, só o David é que deixou de fazer música. Pegámos no repertório desta formação, até porque a banda teve demasiadas fases, e tentámos fazer um ‘setlist’ minimamente homogéneo”, acrescentou Óscar Pinho.

Apesar de estarem a contar com pedidos para mais concertos, Óscar explica que “as pessoas mudam e têm a sua vida”, razão pela qual o grupo não pode “voltar a ser uma banda com atividade normal”.

De fora do repertório para quinta-feira ficaram canções que “não dizem nada à banda”, até porque “as pessoas estão diferentes”, com a escolha de quatro temas, um deles “bastante longo”, numa actuação prevista de cerca de 20 minutos.

De fora dos planos, além de mais concertos, está a criação de novo material ou a gravação de música em estúdio.

“Não temos pretensões de gravar nada nem de fazer outros concertos, o que não quer dizer que não possa acontecer. Não está nos planos”, comentou.

Formado em 1985, no Porto, o grupo editou apenas um ‘single’ em nome próprio, em 1987, com as faixas “Cães Vadios”, “Bêbado” e “Marcianos”, pela editora Ama Romanta, além de ter contribuído para várias colectâneas até 1995, altura em que dá o último concerto.

Ao longo dos anos, a banda foi tendo várias mudanças nos elementos, criando pelo caminho temas como “Bem Fundo”, “Mental City” ou “Sou Único”.

Em palco, os Cães Vadios fizeram a primeira parte de três concertos dos suíços Young Gods, em 1992, em Lisboa, Porto e Coimbra, além de abrirem por diversas vezes para os portugueses Mão Morta, entre várias outras actuações durante os dez anos de actividade.

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