Auditório da Apel encheu para a apresentação pública da ‘APELarte’

06 Jan 2017 / 16:01 H.

A ‘APELarte – Semana da Arte’ decorrerá em exclusivo na Escola da Apel, de 2 a 5 de Maio, com inúmeras conferências e espectáculos. Já a pré-programação inicia-se no próximo dia 13 de Janeiro, no Museu Henrique Francisco Franco, com o Ciclo de Exposições ‘Déjá-vu: (des)cobertas’, estando previstas quatro exposições até 2 de Junho , em múltiplos espaços da cidade, com uma envolvência de mais de três dezenas de artistas convidados entre actuais e antigos alunos.

Hoje decorreu apresentação da iniciativa no auditório da Apel. Na ocasião, o presidente da direcção da AAAEA, Francisco Gomes, revelou que “a designação encontrada pretende ser uma provocação, no bom sentido, ao público e participantes, permitindo que estes reflictam sobre qual o tempo, ou lugar que a Arte ocupa na nossa vida quotidiana”.

“Porquê, a designação Semana da Arte, quando dura seis meses? De facto não poderia ser de outra forma. Devemos seguir os exemplos daquilo que se faz nos grandes Festivais Culturais ou em Bienais, de âmbito nacional ou internacionais. Verificamos que a para além da Programação Oficial, durante uma semana, num único espaço, existem pré-programações ou pós-programações, em múltiplos espaços, que revelam a abrangência do projectos, apresentados”, adiantou.

Já o director administrativo e financeiro da Escola da Apel, José Vieira, destacou o trabalho realizado pela escola no domínio da arte, através das várias expressões artísticas e enalteceu o trabalho realizado durante vastos anos pelo escultor Luís Paixão, no ensino de desenho e história da arte como na dinamização cultural e artística da própria escola.

José Vieira realizou o agradecimento à Câmara Municipal do Funchal, pelas contínuas colaborações e protocolos, com vista ao reforço de sinergias entre as ambas instituições.

Destacou ainda que, “a Escola da Apel acolhe a Melhor Média Regional no Exame Nacional de acesso ao ensino superior Desenho A, desde há vários anos”.

Enalteceu a título de exemplo, o trabalho realizado pelo antigo aluno, o Tiago Casanova, na Arquitectura e na Fotografia, que desenvolve o seu trabalho profissional a partir da cidade do Porto, e com um vasto currículo e vasta projecção a nível nacional e internacional, expondo em Berlim e Madrid. Foi Prémio Revelação do BES Photo, e já expôs em Serralves.

“A escola da Apel possui uma colecção de trabalhos de antigos e actuais professores, ou antigos alunos que servem tão bem de referência aos actuais. Veja-se a exemplo os trabalhos do Luís Paixão; Rita Rodrigues; Hugo Gonçalves; Clementino Camacho; Isabel Natal; Guareta Coromoto; Richard Fernández; Luís Pérez; Filipe António; Ana Moniz. E, torna-se incontornável referir as nossas atuais alunas: Micaela Abreu e Ana Rita Nunes, que têm vindo a se destacar no canto lírico”.

Da Câmara Municipal do Funchal esteve Esmeralda Lourenço, responsável pelo Museu Henrique e Francisco Franco, em rrepresentação do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo.

Referiu o papel e importância que o Museu ocupa na sociedade em que se insere. “Acreditamos que a Escola e o Museu são instituições, com uma situação muito peculiar no sistema da Arte, quer seja no passado com o Modernismo, quer seja no presente com a Arte Contemporânea e por essa razão, devem estar sempre ligadas de alguma forma. Como sabemos a Escola esteve sempre presente na vida de Henrique Franco, acompanhou-o nos dois extremos da sua trajectória cultural, no início, durante o período da sua formação, durante a ascensão da sua carreira e no final, no exercício pedagógico, que desenvolveu na Academia de Belas Artes de Lisboa, paralelamente à actividade de produção artística. Tem sido apanágio da Câmara Municipal do Funchal e do Museu Henrique e Francisco Franco, expor e divulgar novos valores, embora tenha como função principal, o estudo, conservação, investigação e divulgação do acervo dos irmãos Franco, pioneiros da “Modernidade” em Portugal. Museu Henrique e Francisco Franco, tem vindo a acolher exposições temporárias de curta duração, de forma a dar a conhecer jovens e promissores artistas. É neste sentido que surge a ideia de juntar trabalhos do artista plástico madeirense Henrique Franco, de um grupo de jovens ‘artistas plásticos’, alunos da Escola da Apel, e de um ex-professor desta mesma escola, para realizar uma exposição colectiva, sob título ‘Déjà-vu’. Este título remete-nos para a estranha sensação de viver uma experiência, como se já a tivéssemos experimentado antes e é com esse espírito que deveremos olhar esta mostra”.

Finalmente, o escultor Luís Paixão, artista convidado pela AAAEA, que desde o primeiro momento aceitou fazer parte da curadoria em conjunto com Diogo Goes, na exposição ‘Déjà-vu1’, destacou a importância da identidade e a memória colectiva como parte integrante das nossas vidas. “Lançámos aos alunos, Ângela Caires, Gabriela Sousa e Pedro António Almada o desafio de interpretar a palavra “Descoberta”, a partir de obras escolhidas de Henrique Franco. Assim, «conseguimos reunir numa mesma exposição, vários artistas, partindo dos séculos XIX, XX e XXI”.

Luís Paixão destacou, ainda, o papel de Luís Pérez, coordenador das Artes Visuais da Escola da Apel, e com o professor Filipe António que irão acompanhar os alunos, ao longo deste trimestre que se iniciou, no desenvolvimento de trabalhos específicos sobre as temáticas das propostas.

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