Antonieta Nascimento expõe ‘Transferências’ no Museu de Electricidade - Casa da Luz

25 Mai 2017 / 14:48 H.

No próximo dia 6, pelas 18 horas, decorrerá no Museu de Electricidade Casa da Luz a inauguração da exposição de pintura ‘Transferências’, de Antonieta Nascimento, que estará patente ao público até ao dia 28 de Junho, com entrada livre.

Neste projecto ‘Transferências’, a artista procura representar “a importância da comunicação entre seres vivos, reflexos entre íris revelam diálogos íntimos, sentimentos, emoções. Olhos nos olhos com emoção, veracidade, transferem-se momentos, intenções entre culturas com linguagens diferentes”.

Nota Biográfica

Antonieta Nascimento, nasceu em 1947 na Ilha da Madeira, viveu em Viana do Castelo até 1959 e em Lisboa durante a década de 60. Actualmente vive no Funchal desde 1972.

Licenciada em Ensino da Matemática pela Faculdade de Ciências de Lisboa, leccionou durante 40 anos.

Paralelamente procurou na arte a sua realização, recorrendo a tecnologias como a cerâmica, pintura a óleo, artes decorativas, entre outras.

Depois de se ter aposentado, dedicou-se apenas á pintura com a tutoria do artista plástico Acosta.

Em 2015 fez a primeira exposição individual de nome ‘Elos’ no Museu de Electricidade, Casa da Luz, Funchal, Madeira.

Sobre a exposição

“Transferir era a única forma de superar, tonalidades afectivas, cicatrizes, escolhas, ruas, veredas... Caminho!

Aprendi, os olhos não permitem a mentira, aprendi? De nada serve ser luz se não iluminar.

Felicidade reside na capacidade de cada ser vivo transferir informação, explorar estímulos, partilhá-los.

Contrastes, quente e frio, sintonias, sentimentos, emoções de seres que habitam a terra.

Afectos difíceis de identificar, ansiedades, onde se vive.

Discursos discretos, precisos, selectivos, profundos, contemplativos, flexíveis, fechados à chave guardam segredos, mantidos, selados.

Com o olhar posso dominar a vida, com o olhar posso dizer que amo.

Não sendo meus os olhos, em afeição, contemplo o belo, beijo a esmola que me dá.

Prenhe de ternura, rodeada de cardos com sabor a mar, acaricio fragilidades que oscilam entre labaredas e arrepios, cumplicidades de cheiro a mato depois da chuva.

Olhos nos olhos, transferem-se descobertas, conversas no olhar...

É o momento.”